Como separar as contas pessoais da empresa: 6 dicas práticas
Confira as mudanças que devem ser feitas para que a gestão do negócio se torne mais profissional, mesmo no começo.
A confusão entre as contas pessoais e as da empresa é muito comum, especialmente entre os microempreendedores e as pessoas que estão começando. Ela se torna ainda mais frequente quando estamos olhando para uma empresa que tenha características familiares, como aquelas que possuem sócios que são casais, pais e filhos.

Em um primeiro momento, pode até mesmo parecer lógico que esse tipo de confusão aconteça. A empresa acaba sendo vista basicamente como uma extensão da vida do empreendedor. Se existe dinheiro no caixa da empresa, naturalmente os empreendedores pensam que esses valores pertencem a eles.
Por um determinado ponto de vista, essa é uma lógica que acaba sendo muito difícil de ser contestada. Afinal de contas, de fato, todo o patrimônio da empresa pertence aos seus sócios, ainda mais quando estivermos falando de um modelo de negócio que possui apenas um dono.
Mas, do ponto de vista da gestão da empresa, essa é uma lógica que deve ser contestada. A separação das contas não é apenas recomendada como, em determinados casos, evita muitos problemas.
Confira, na prática, algumas dicas que podem ajudar aquelas pessoas interessadas em separar as contas pessoais da empresa logo no começo da operação.
Comece abrindo uma conta para a empresa
Antes de mais nada, o primeiro passo não deixa de ser uma decisão de gestão, mas que acaba sendo muito importante nos mais variados aspectos: é fundamental que as empresas tenham uma conta bancária registrada com o seu CNPJ.
Isso não apenas ajuda a manter as contas e as despesas pessoais separadas de uma forma mais organizada, como também abre uma série de portas para o negócio. Ter uma conta na qual a empresa aparece identificada passa uma imagem muito mais interessante, com os consumidores se tornando mais confiantes.
Além disso, a empresa também pode ter acesso a determinados produtos e serviços que são desenhados pelas instituições financeiras justamente para atender as demandas das pessoas jurídicas, como linhas de crédito com valores mais acessíveis.
Determine um salário para os sócios
A melhor forma que uma empresa encontra para remunerar os seus sócios no começo das operações é através do pró-labore. Basicamente, é um salário que acaba sendo definido pelos próprios sócios e que será repassado todos os meses para as pessoas físicas donas da empresa.
Esse pró-labore pode ser definido seguindo regras que são diferentes daquelas adotadas para os pagamentos de salários dos colaboradores, por exemplo. Os donos podem definir quanto vão ganhar e a periodicidade. Nesse caso, esse valor aparece como uma despesa do negócio.
Isso permite, especialmente no começo, que os sócios da empresa tenham uma determinada quantidade de dinheiro que eles sabem que pode ser gasta com suas despesas. Além disso, permite também saber exatamente quanto de lucro o negócio está gerando.
Mantenha organizadas todas as entradas e saídas
Em um negócio, mesmo que seja uma empresa do tipo MEI, é fundamental que todos os registros sejam feitos de forma organizada e correta, para que sejam produzidos dados e informações relevantes e condizentes com a realidade financeira da empresa.
Hoje em dia existem diversos sistemas que facilitam muito a vida dos empreendedores nesse quesito, mas nenhum deles vai conseguir fazer mágica se não for devidamente alimentado com dados e informações de forma sistemática.
Utilize ferramentas de gestão
Existem diversas ferramentas de gestão que podem ir sendo, aos poucos, incorporadas ao negócio para que os empreendedores consigam ter mais controle do que está acontecendo do ponto de vista financeiro. As planilhas, por exemplo, são excelentes para quem está começando e deseja os recursos mais básicos.
Com o passar do tempo, pode ser que o negócio cresça a ponto de exigir sistemas mais completos para que essa organização aconteça de uma forma mais efetiva. Nesse caso, existem os softwares de gestão financeira e os aplicativos. Caso o empresário necessite de uma ajuda mais específica, as assessorias contábeis também podem se tornar um recurso muito interessante.
De qualquer forma, é muito importante que todas essas ferramentas sejam utilizadas de forma integrada, para que se complementem e não provoquem divergências nos dados.
Crie reservas de emergência
As reservas de emergência são economias financeiras que as pessoas físicas e as empresas podem fazer e que acabam sendo muito importantes para garantir uma certa estabilidade ao negócio. Mas o ideal é que essa quantia não se misture com uma possível reserva de emergência pessoal, o que também é muito importante para o pequeno empreendedor.
Não pague contas pessoais na conta empresarial
Mesmo que o empreendedor faça retiradas fora do pró-labore, o ideal é que esse dinheiro seja transferido para uma conta pessoal e registrado como uma despesa extra que a empresa teve naquela situação.