Como reduzir o risco de calote e diminuir a inadimplência
Confira algumas dicas que podem ser colocadas em prática nos pequenos negócios.
Um dos grandes riscos de manter um negócio de qualquer tamanho é a inadimplência. E isso se torna ainda mais arriscado para determinados modelos de negócios, como aqueles que dependem de pagamentos recorrentes e também as pequenas empresas, que dependem do dinheiro caindo e disponível de forma recorrente.

Inclusive, um dos principais fatores que levam a taxa de juros aplicada na economia brasileira de uma forma geral é o grande risco de inadimplência que acaba sendo detectado em diversos setores. Mas os pequenos empresários podem tanto correr o risco de sofrer com a inadimplência como também se tornar um dos inadimplentes.
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Autônomos: 5 dicas para vender mais Figital: aplique hoje e venda mais 10 apps para agilizar seu MEIPor conta dessas dificuldades da economia brasileira, é importante iniciar um negócio sempre levando em consideração que a inadimplência é considerada como um risco real. Mas isso nunca deve ser um impedimento para que os empresários comecem a colocar em prática a sua ideia de empresa.
Confira algumas dicas interessantes para os empresários que desejam reduzir o impacto dos famosos calotes que acabam acontecendo nas relações comerciais.
Mantenha as consultas de dados dos clientes
Uma das principais medidas que devem ser tomadas pelos empresários que desejam reduzir o risco de levar calote é manter sempre em dia as consultas feitas nos dados cadastrais dos consumidores. Basicamente, é a consulta feita para saber se a pessoa está com o seu nome limpo.
Nem sempre os pequenos empreendedores acabam mantendo esse hábito, inclusive confiando nas vendas feitas para pessoas que são conhecidas e que acabam se tornando clientes costumeiros. Mas isso apenas aumenta o risco de o negócio sofrer com a inadimplência.
Tenha uma boa solução de análise de crédito
Na medida em que a empresa vai tendo mais vendas e mais clientes, pode ser que a análise de crédito e de perfil tenha que ficar um pouco mais complexa, justamente para conseguir reduzir os riscos de inadimplência. Isso pode ser obtido através de um bom sistema de análise de crédito.
Em um primeiro momento, os clientes podem acabar investindo em soluções mais simples, com consultas específicas e pontuais. Mas existem sistemas disponíveis no mercado que acabam fazendo análises mais profundas e também levando em consideração uma série de dados e informações.
Na hora de buscar esse tipo de serviço, é importante analisar com calma todas as opções que estão disponíveis, até mesmo para identificar os recursos que são liberados e também o valor que a empresa terá que pagar.
Faça um bom contrato de prestação de serviços
Especialmente para as empresas que prestam serviços para os clientes, é muito importante ter bons contratos sendo firmados com os clientes. Esses contratos também devem ser feitos a partir do momento que os clientes buscam algum tipo de crédito, como parcelamentos e financiamentos que não sejam feitos via intermediador.
É importante que o contrato seja redigido com o apoio jurídico, de preferência de um profissional do ramo do direito que for especialista em relações com consumidores, e que ele deixe claro todas as responsabilidades que o cliente assume, junto com as punições que poderão ser aplicadas caso ele não cumpra com o que está escrito.
Emita a nota fiscal sempre
A nota fiscal é um documento obrigatório que deve ser emitido ao cliente sempre que ele compra alguma coisa e também para a prestação de determinados tipos de serviços. Muitas vezes o empreendedor acredita que a nota fiscal seja um documento que sirva apenas para os clientes na hora que eles precisarem acionar algum direito ou reclamar de algo. Mas ela é importante para a empresa também.
A nota fiscal pode acabar se tornando um documento muito interessante também para as empresas que desejam buscar clientes devedores e evitar o calote. Ela, inclusive, pode ser um documento adicionado junto a um determinado protesto feito em cartório ou até mesmo em processos judiciais.
Cuidado com o crédito liberado
A grande maioria das empresas trabalha com os intermediadores de pagamentos, permitindo que as pessoas parcelem a compra diretamente no cartão de crédito, ou então busquem um determinado financiamento junto às instituições financeiras.
Caso a empresa tenha algum tipo de crédito próprio, seja ele oferecido diretamente para os clientes ou seja através de parcerias com outras empresas e entidades, é muito importante ter cuidado na hora de definir o valor liberado. Conceder um crédito muito grande para clientes que não demonstrem condições reais de pagamento pode acabar se tornando um convite ao calote.
Mantenha uma rotina de pequenas cobranças
Antes de chegar nas medidas mais drásticas de cobranças, é interessante que as empresas mantenham uma rotina de envio de pequenos lembretes em relação ao valor devido e também à data de pagamento. Hoje em dia existem diversos sistemas que podem ser configurados justamente com foco nesses procedimentos.
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